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AQUECIMENTO NO DIA DO JOGO
AQUECIMENTO NO DIA DO JOGO

Este é um tema que envolve diversos factores, mas que acaba por se desenvolver de uma forma simples, existindo vários meios para que o objectivo seja concretizado.
 
O objectivo do aquecimento antes de um jogo, visa a preparação/adaptação (psicologicamente e fisiologicamente, respectivamente) dos atletas para o jogo em causa, devendo o aquecimento estar adaptado às particularidades do desafio em questão.
Antes de mais, é importante saber quais os factores condicionantes para um aquecimento, prévio à competição. O estado e o tipo de terreno no qual o jogo se realizará, se o jogo é em casa ou fora (factor viagem), a temperatura ambiente e a hora do jogo, as dimensões do terreno de jogo, a idade dos atletas (escalão) são alguns das condicionantes para o jogo, de uma forma geral, havendo depois outros que já vêm do próprio modelo de jogo da equipa e dos objectivos para o jogo, de uma forma específica. 
A duração deste, deverá ser entre 20 a 25 minutos, devendo iniciar-se, sensivelmente, 35 minutos antes do início do jogo. A intensidade deverá subir de forma gradual, iniciando-se com exercícios onde o objectivo é elevar a temperatura corporal de um modo contínuo, como exercícios simples de passe e recepção, que poderão ter mobilização articular do trem superior e diversos tipos de deslocamentos. Se o jogo for na condição de visitante, após uma longa viagem, penso que se deverá iniciar com flexibilidade, não atingindo amplitudes máximas. Neste momento do aquecimento, também se poderá optar por realizar uma posse de bola, apenas com intercepção do passe, privilegiando os movimentos de aproximação e afastamento, obviamente depois de um período de flexibilidade dinâmica. 
Após o elevar da temperatura corporal e o consequentemente aumento da frequência cardíaca, deverá novamente realizar-se alongamentos, já com amplitudes próximas das máximas e dos músculos mais solicitados no futebol. 
Neste momento, sou apologista da realização de uma mobilização articular do trem inferior, com intensidade alta, numa distância curta e com pouco tempo de recuperação. Após este período, os jogadores estarão com uma frequência cardíaca elevada, onde dois a dois fazem situações de jogo aéreo e vários tipos de passe de meia distância: no pé, no “espaço”, rasteiros, meia altura, também para conhecer o terreno que se pisa e o “bater” da bola. 
Chega então o período de posse de bola, que poderá ser diversificada, dependendo dos nossos objectivos para o jogo, onde se dá primazia ao que pretendemos, jogando com o espaço (mais espaço, por exemplo num campo grande) e com o número (5x5, 6x4, dependendo da pressão pretendida, do tamanho do campo e da forma de jogar do adversário, etc.), podendo, em algumas situações colocar-se algumas condicionantes, como o número de toques na bola. 
Em relação à velocidade, penso que esta deverá ser feita em dois momentos, um primeiro antes da posse de bola, ou no meio desta, onde se realiza velocidade de 6 metros após vários exercícios de deslocamentos e um outro no final do aquecimento, mas este, já de reacção a um estimulo, dado o jogo ter imensos momentos onde é preponderante ser rápido a reagir. 
Como uma equipa não são só 10 jogadores, não se pode esquecer do guarda-redes, que deverá ter um aquecimento específico, de preferência com um treinador. Na minha opinião, o próprio deverá saber o que precisa (num caso de sénior, ao passo que nos escalões de formação deverá ter uma orientação total), mas habitualmente vemos os GR’s chegarem antes dos restantes colegas e a saírem igualmente antes. Lembro-me nesta posição específica, que Schmeichel, não gostava de aquecer muito tempo, ao passo que Kahn gosta de aquecimentos bem mais longos. 
Relativamente à finalização que muitas equipas utilizam no seu aquecimento, não sou contra, mas penso que deverá ser feita de modo que haja sucesso para quem a faz e com o guarda-redes suplente ou mesmo sem oposição, devido a factores psicológicos, que poderão interferir no jogo. Além disso, deverão existir condições para o fazer, onde não se quebre a intensidade pretendida, como por exemplo a falta de bolas (existência de apanha-bolas), que acaba por ser uma realidade para a maioria das equipas. Este é um bom tema para debate… 
Sei que o aquecimento pode ser feito de várias formas, estando muitas correctas, já que este é um tema que levanta várias questões e preferências.

EXEMPLO DE UM AQUECIMENTO:

- Flexibilidade: 2’
- Exercício de passe e Recepção: 4’
- Flexibilidade: 2’
- Mobilização Articular – trem inferior: 3’
- “Jogo aéreo” e situações diversas de passe: 3’
- Velocidade 1: 2’
- Posse de Bola 5x5 ou 6x4: 5’
- Flexibilidade: 2’
- Velocidade de Reacção: 2’
Tempo TOTAL: 25’

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