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 DNA ESPORTE
CONCEITOS PARA FORMAÇÃO

 

Falar de futebol juvenil ou de qualquer outro processo específico de formação desportiva é falar de um conjunto de factores, complexos, que podem assumir diferentes ângulos de visão e entendimento por parte de diferentes agentes. Creio que o melhor ponto de partida para o assunto é o de assumir, por parte de treinadores e demais agentes desportivos, que “falar de futebol juvenil é fundamentalmente falar do futebol de amanhã” (Queiroz, 1989). Assumido este aspecto, a questão começa a ganhar alguma simplicidade: se queremos para “amanhã” um futebol evoluído, em constante aperfeiçoamento, com melhores jogadores, melhores equipas e melhores resultados, então o trabalho tem de ser feito (bem feito) já “hoje”!


A criança e o jovem não são “adultos em miniatura” e, assim sendo, são diferentes para além de menores em tamanho corporal. O processo de crescimento submete os indivíduos a largas modificações e estas últimas determinam diferentes consequências no processo de treino. Em termos gerais, as fases de desenvolvimento passam pelos seguintes princípios:

- Dos 6 aos 10/12 anos: rápida maturação do sistema nervoso e crescimento lento (período óptimo para aprendizagem); - ATÉ AOS INFANTIS

- Dos 12 aos 14 anos: rápido desenvolvimento ósseo e menor evolução em termos orgânicos e musculares; grande aceleração no crescimento; - INICIADOS

- Dos 15 aos 19 anos: progressiva maturação (em especial do sistema orgânico e muscular) e crescimento lento (aumento do peso e massa muscular); - JUVENIS E JUNIORES

É necessário ter em conta por outro lado, e sem aprofundar em especificidade temas como o “crescimento” e a “maturação”, que diferentes indivíduos crescem a ritmos diferentes e, por isso mesmo, crianças e jovens com idades cronológicas (BI) iguais poderão ser crianças e jovens com idades biológicas (desenvolvimento ósseo…) completamente diferentes. Estas diferenças conferem obviamente vantagens enormes a atletas mais desenvolvidos em termos “maturacionais” e que competem no mesmo escalão (ex: iniciados). Desta forma, existem preocupações que devem sempre acompanhar o treinador de jovens:
 
- Não cair na obsessão de seleccionar apenas os mais altos e fortes, independentemente da sua qualidade e potencial;

- “Proteger” os atletas menos desenvolvidos em termos maturacionais e não “valorizar” em excesso os que se destacam em termos de porte atlético;

- Observar o potencial de evolução e as qualidades tácticas / técnicas, como indicadores de TALENTO!

 

- Ter consciência que o grau de prontidão não é igual em todos os atletas, apenas e só porque estes competem no mesmo escalão etário, que se baseia somente na idade cronológica do jovem;
 


O processo de treino é fundamental e deve ser, sempre, conduzido de forma coerente e ajustada às características individuais do jovem atleta. Se pensarmos em escalões de formação, não podemos ignorar a variabilidade individual que se verifica, principalmente, nos escalões de pré-especialização. O escalão de iniciados é normalmente a faixa onde se encontra maior variabilidade, isto porque o salto pubertário ocorre, nos rapazes, por volta dos 13-14 anos. O “problema” que se coloca é que os jovens crescem, como se sabe, a ritmos e em momentos diferentes. Por outras palavras, e voltando a salientar o que foi já referido, o modelo de “estratificação” dos atletas é feito tendo em conta o bilhete de identidade quando se sabe que, na verdade, a idade cronológica não é em nada proporcional à idade biológica. Colocam-se então algumas questões para reflexão:

- As cargas de treino e métodos de treino devem ser iguais para todos?

- A intervenção do treinador em termos “pedagógicos” deve ser igual para todos?

- Qual a influência do treino em atletas com características tão distintas?

- Não existem diferenças em termos de prontidão, e que remetem para diferentes capacidades de solicitação aeróbia e anaeróbia no treino, tal como a força?

O processo de treino, das escolinhas aos juniores, deve seguir um rumo próprio e que permita o desenvolvimento máximo do potencial de cada um, sem que a busca desenfreada do “mini-campeão” ou do “bota de ouro das escolinhas” possa colocar em causa o normal desenvolvimento da criança / jovem. A este propósito, parece-me que a proposta de Balyie & Hamilton – LTADM (Long-Therm Athlete Development Model), sugere e refere bem aqueles que são (apenas) os traços gerais / linhas orientadores em termos de orientação desportiva para cada escalão etário. A proposta é transversal a todas as modalidades e compreende 4 etapas específicas:

ETAPA 1 – “FUNdamentals” (5-11 anos): Deve ser dada especial ênfase ao desenvolvimento das habilidades manipulativas específicas de base (skills); As actividades devem ser de curta duração e sempre com a presença do factor lúdico (a criança aprende jogando, enquanto se diverte); O desenvolvimento da resistência é feito através de formas generalizadas de jogo e o desenvolvimento da força através de saltos, skippings e outras actividades que envolvam apenas a utilização do peso do próprio corpo (auto-carga); PARTICIPAÇÃO DESPORTIVA – 5 a 6 vezes por semana, em mais que uma modalidade.

ETAPA 2 – “Training to Train” (11-14 anos): Aqui o atleta aprende a “como treinar” – treino monitorizado; Vertente lúdica deixa de ser primordial, apesar de ser importante em determinados aspectos da aprendizagem; Como foi já referido, é nestas idades que a idade cronológica não é, de todo, a melhor forma de categorizar atletas (pico de velocidade de crescimento); Por se encontrarem num período rápido de crescimento ósseo, e não tanto em termos musculares (descoordenação), pode haver a necessidade de um trabalho de refinamento técnico (Skills, coordenção, agilidade, flexibilidade); O Treino aeróbio é mais estruturado e a vertente anaeróbia deve ser de curta duração; Desenvolvimento da velocidade (em termos técnicos e neurológicos – reacção);PARTICIPAÇÃO DESPORTIVA – Treino específico 4 vezes por semana, e participação noutras actividades.

ETAPA 3 – “Training to Compete” (14 – 16 anos): Atleta encontra-se num período de largas modificações em todas as vertentes do seu desenvolvimento; Deve haver uma maximização do treino aeróbio/anaeróbio; Maximização do treino da força, com utilização inclusive do treino em máquinas de musculação (complemento do treino); Progressão gradual das cargas; Aprender/especializar no que se refere ao “como competir”, a nível táctico-técnico e com incrementos graduais na complexidade. PARTICIPAÇÃO DESPORTIVA: Treino específico da modalidade 6 a 9 vezes por semana.

ETAPA 4 – “Training to Win” (16-18 anos): Treino específico em termos de complexidade / dinâmica das cargas, com o apoio de especialistas das ciências do desporto e medicina desportiva; Utilização de técnicas mais complexas no que se refere às cargas físicas; Monitorização para evitar o “sobretreino”; Procura-se o rendimento máximo do atleta. PARTICIPAÇÃO DESPORTIVA: 9-12 vezes por semana.

Não deixa de ser um modelo teórico, mas julgo que engloba bem aquilo que deve ser o caminho a percorrer. Em última análise, neste capítulo, “Qualquer processo de formação não pode ter como preocupação prioritária a obtenção de resultados imediatos na medida em que a aprendizagem não deve ser norteada por imperativos de rendimento imediato, sob a pena de se estar a comprometer a evolução futura do jovem praticante” (Mesquita, 1997).
 
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