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DETEC플O E SELE플O DE TALENTOS
DETEC플O E SELE플O DE TALENTOS

 


O desporto e a actividade física estão implementados de tal forma na sociedade actual que, de facto, não nos imaginamos sem eles. Seja na vertente do lazer, saúde ou desporto propriamente dito, com sistema de treino e de competição estruturados, no fundo com vista ao rendimento, temos assistido a um crescimento exponencial no que respeita a hábitos, costumes, infra-estruturas, publicidade, em suma, na oferta multifacetada para a população em geral e que resulta numa maior participação a cada dia que passa. Relativamente à população jovem, Laakso et al (1996), citado por Coelho e Silva (2001), a partir de dados da Direcção Geral dos Desportos, afirma que em Portugal 6% dos jovens entre os 6 e 18 anos são praticantes federados de uma actividade desportiva.

Actualmente assistimos a uma era em que a prática desportiva se inicia cada vez mais cedo, sendo que a detecção de talentos também tem vindo tornar-se cada vez mais precoce. Os grandes clubes mundiais, e neste caso refiro-me exclusivamente ao futebol, têm programas implementados e estruturas bem montadas que lhes permitem recrutar, desde cedo, jovens em quem acreditam e nos quais julgam existir talento que lhes permita tornarem-se futebolistas de elite.
 
Como é perceptível, detecção e selecção são dois conceitos diferentes: por um lado, detecção remete para a prospecção de potenciais talentos fora da estrutura em causa; por outro seleccionar significa “escolher” e apostar claramente na formação de determinados indivíduos, já inseridos na estrutura, com características demarcadas, em pretérito de outros. Mas afinal o que é o talento? Que características são essas que os agentes desportivos procuram e de que forma podemos perceber se determinado indivíduo pode, ou não, vir a ser um atleta de elite? Segundo Lanaro Filho (2001) o termo “talento desportivo” é utilizado para caracterizar um indivíduo que demonstre ter “elevadas capacidades biológicas e psicológicas, dentro do ambiente social onde vive, que lhe permitirá apresentar um bom desempenho desportivo, dependendo apenas das condições ambientais adequadas”. Já para Tschiene (1986) citado por Coelho e Silva (2001) um “talento para o desporto em geral” é definido por uma “reunião de capacidades ao nível da personalidade, repertório táctico, nível técnico e ainda, das capacidades de aprendizagem e uso das técnicas e comportamentos específicos com sucesso e rapidez”.
 
Relativamente à selecção de talentos, e embora existam formas de selecção a partir de dados concretos como as medidas biométricas, as capacidades físicas, os testes específicos a cada modalidade ou os testes psicológicos, na realidade a selecção realizada pelos treinadores nem sempre lhes dá prioridade. No estudo realizado por Costa (2006) conclui-se que os técnicos, neste caso de Andebol, valorizam mais a inteligência do atleta em situação de jogo ou o seu entrosamento com o grupo do que as avaliações físicas ou psíquicas.

 

Como foi já referido noutro artigo (Formação – O jovem futebolista, 03/02/08) a idade óssea do jovem nem sempre coincide com a idade cronológica, pois tal como refere Malina (1988) “existe uma enorme variação na cadência de maturação biológica em jovens atletas” o que, por sua vez, elucida-nos para o facto de que as comparações entre sujeitos podem ser feitas, mas sempre com a questão maturacional presente. Caso contrário serão certamente cometidos erros de prospecção, graças ao intuito do vencer no imediato, da escolha de indivíduos mais altos e mais fortes e que acabam por sair, mesmo que equivocamente, beneficiados no processo de selecção.

 

Para concluir, fica a ideia de que é difícil prever com certeza se determinado indivíduo será um atleta de elite no futuro, sendo que esse grau de certeza aumenta se forem utilizados vários e diferentes parâmetros de observação e avaliação, desde os psicomotores, cognitivos, físicos, fisiológicos, antropométricos, maturacionais etc. Por outro lado, o processo de formação é longo e contínuo, as etapas e fases sensíveis terão de ser respeitadas pois o trabalho sistemático e específico será fundamental para o sucesso do atleta.

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