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 DNA ESPORTE
CAPACIDADES COORDENATIVAS


Sabe-se que, normalmente, os professores e treinadores de jovens têm tendência a aplicar baterias de testes que avaliam essencialmente as capacidades físicas condicionais, pondo um pouco de parte e dando pouca relevância às capacidades coordenativas. O próprio Programa Nacional de Educação Física do Ensino Secundário (Ministério da Educação), no que se refere ao desenvolvimento das capacidades físicas condicionais e coordenativas, acaba por enfatizar as quatro capacidades condicionais (força, resistência, velocidade e flexibilidade), deixando apenas uma alínea que diz respeito à “destreza geral”. Não deixa de ser notório que o próprio conceito de “coordenação” acaba por permanecer um pouco vago e, desta forma, afasta-se dos horizontes que os próprios professores preconizam e estabelecem como metas para a sua intervenção pedagógica.
 
É notório também que a disciplina de Educação Física possibilita o aperfeiçoamento coordenativo e contribui para que os alunos no final do seu percurso escolar tenham a capacidade de se adaptarem rápida e adequadamente a solicitações motoras assim como de aprender novas habilidades.
 
Ao caracterizarmos as capacidades coordenativas não podemos esquecer que não existe, até a data, uma unidade e uma coerência entre os autores acerca do conceito e da natureza das mesmas. Assim, as principais divergências dos objectivos visados resultam a partir das respectivas investigações (educação física escolar, desporto de alta competição, desporto de reabilitação, etc.) e das diferentes perspectivas das várias disciplinas.

Nesta óptica, podemos caracterizar as capacidades coordenativas a partir de vários pontos comuns como uma classe dos elementos das capacidades motoras de rendimento corporal e como qualidades do comportamento relativamente estáveis e generalizadas dos processos específicos da condução motora. As capacidades coordenativas representam pressupostos do rendimento para acções motoras com exigências coordenativas análogas, não fazendo sentido falar nestas capacidades de per si mas sim e apenas “para alguma coisa” (Vasconcelos, 1991). Segundo Frey (1977), citado por Vasconcelos (1991), as capacidades coordenativas são capacidades que possibilitam ao atleta o domínio seguro e económico de acções motoras nas situações previsíveis (estereótipos) e imprevisíveis (adaptação) e a aprendizagem de movimentos desportivos.

A coordenação corporal entendida como a interacção harmoniosa e económica do sistema músculo-esquelético, do sistema nervoso e do sistema sensorial com o fim de produzir acções motoras precisas e equilibradas e reacções rápidas adaptadas à situação, exige: a) uma adequada medida de força que determina a amplitude e velocidade do movimento; b) uma adequada selecção dos músculos que influenciam a condução e orientação do movimento; c) a capacidade de alternar rapidamente entre tensão e relaxação musculares (Schilling & Kiphard, 1974 in Gorla et al (sd)). 
Mas quais são afinal as capacidades coordenativas? Diferentes autores preconizam diferentes sistematizações, vejamos uma delas: para Pohlmann, citado por Carvalho (2000), A. as capacidades coordenativas são: a capacidade de diferenciação sensorial, a capacidade de observação, a capacidade de representação, a capacidade de antecipação, a capacidade de ritmo, a capacidade de coordenação motora, a capacidade de controlo motor, a capacidade de reacção motora e a capacidade de expressão motora.
 
As capacidades coordenativas constitem-se então como fundamentais na aprendizagem e desenvolvimento das habilidades motoras e, também, para a assimilação dos gestos técnicos de forma mais correcta e eficiente.

Hirtz e Holtz (1987), sugerem que uma boa disponibilidade para o movimento e uma boa expressão a nível das capacidades coordenativas são aspectos significativos da capacidade de rendimento corporal e desportivo, cujo desenvolvimento constitui tarefa dominante no quadro da formação corporal. Segundo os mesmos autores, devem realizar-se algumas tarefas para que exista um aperfeiçoamento coordenativo na educação física e no desporto de jovens, tais como:

- Aperfeiçoar e utilizar as várias formas de base de motricidade (marchar, correr, saltar, balançar, trepar, lançar, apanhar, etc.) e garantir o enriquecimento sistemático de experiências motoras;
 
 
- Aperfeiçoar as capacidades coordenativas fundamentais (capacidade de diferenciação cinestésica, capacidade de orientação espacial, capacidade de equilíbrio, capacidade de reacção, capacidade de ritmo);
- Garantir uma racional aquisição e consolidação das técnicas desportivas através de uma ligação sistemática do aperfeiçoamento das capacidades coordenativas com o processo de aprendizagem motora;
 
 
- Combinar de forma óptima o aperfeiçoamento das capacidades condicionais e coordenativas.
 
 
 
Estas capacidades têm a sua principal fase sensível na infância, entre os 6 e os 12 anos.
 
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