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INSTRUÇÃO E FEEDBACK
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PARTE 1 - A Frequência de IRR (efeitos na aprendizagem)

A informação de retorno de resultado (IRR) é uma informação do tipo extrínseco e terminal, também designada de conhecimento de resultados (Knowledge of results – KR) e refere-se à informação sobre o resultado da acção propriamente dita. Esta é fornecida pelo professor, instrutor ou treinador e é verbalizada ou verbalizável. Quando um indivíduo realiza uma acção motora recebe um conjunto de informações que resultam na sua capacidade própria de avaliar o que se passou (informação intrínseca). Este mecanismo é designado por Adams (1971) e Schmidt (1975) de reforço subjectivo.

A importância da IRR foi evidenciada no início do século com os trabalhos de Thorndike (1931). A consciência desta importância provocou o uso indiscriminado da IRR no processo de aprendizagem. È consensual, na literatura de controlo motor, que o uso de alguma IRR é necessário para a aprendizagem de uma nova resposta motora. Contudo, tem vindo a debater-se acerca da frequência e tipo de distribuição de apresentação da IRR necessária para optimizar a aprendizagem motora (Guadagnoli, Dornier & Tandy, 1996).

Estudos feitos na aquisição de habilidades motoras demostram que uma frequência de 100% de IRR é mais eficaz na fase de aquisição, contudo, na fase de retenção é a frequência relativa mais baixa que apresenta melhores resultados (Guay, Salmoni & Lajoie, 1999). Muitas investigações indicam que a utilização de frequências de IRR menores que 100% durante a fase de aquisição levam a uma melhor retenção a longo prazo da habilidade, ao passo que frequências de 100% de IRR resultam em melhorias rápidas da performance, mas com carácter temporário (Guay et al., 1999; Ho & Shea, 1978; Lai & Shea, 1999; Weeks & Kordus, 1998; Winstein & Schmidt, 1990; Wulf & Schmidt, 1989). Geralmente a redução da frequência relativa parece provocar efeitos negativos em termos temporários mas positivos em termos duradoiros (com excepção no teste de retenção no estudo de McGuigan, 1959). Este fenómeno parece ser explicado pelo benefício que a inexistência de IRR em alguns ensaios tem no processo de aprendizagem, ao obrigar à focalização da atenção do indivíduo nas informações de retorno intrínsecas.

A maior parte dos estudos feitos nesta área mostram que baixas frequências relativas de IRR são realmente efectivas na aprendizagem de movimentos simples, Schmidt & Deubel (1993) mostraram que a redução da frequência relativa de IRR também potencializa a aprendizagem de classes de movimentos comandados por um programa motor generalizado (PMG).O PMG é constituído por informações invariantes que asseguram uma estrutura comum aos elementos controlados por um mesmo programa motor, estas informações são designadas por parâmetros invariantes do PMG, podendo assumir três dimensões: ordem dos elementos, estrutura temporal das contracções, força relativa. Por exemplo, o mesmo PMG está associado ao controlo da classe de movimentos de lançar uma bola, cabendo ao sujeito determinar a velocidade ou a distância de lançamento recorrendo para tal à especificação dos parâmetros do PMG (selecção das articulações e músculos envolvidos, duração geral do movimento, força geral) (Schmidt, 1975). 

Em última análise, há ainda a referir que elevadas frequências de IRR produzem movimentos muito variáveis, provavelmente impedindo uma aprendizagem estável da representação do movimento (Nicholson, 1992; Wulf & Schmidt, 1994).

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