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O MICROCICLO DE TREINO NA FORMAÇÃO
O MICROCICLO DE TREINO NA FORMAÇÃO

 
 
Antes de mais, porquê planear? Planear torna-se indispensável para que haja coerência e continuidade no treino. Só assim o processo de ensino/aprendizagem pode provocar os estímulos necessários para que haja desenvolvimento nos jogadores, caso contrário tudo acontece por acaso, quase como por geração espontânea.

Uma coisa é ter as coisas planeadas de uma maneira, e chegando ao clube ter de se adaptar e alterar tudo, ou porque choveu intensamente o dia todo e a bola quase não rola, ou porque de repente de uma turma de 15 faltaram 5. Ou porque por acaso.. os 2 guarda-redes faltaram, ou em vez de 2 só se tem 1. Uma coisa é adaptar, outra é constantemente fazer tudo “em cima do joelho”.

Quando se vai elaborar um microciclo de treino, a primeira questão que se coloca é “o que é que eu quero atingir com isto? Qual é o objectivo principal desde microciclo”. Só é possível responder a esta questão se soubermos de onde estamos “avaliação inicial e avaliação intermédia” e para onde queremos ir “objectivos finais”.
Muitas vezes em conversas com outros treinadores, a ler, durante os treinos, a navegar na Net ou até já deitado, surgem exercícios “excelentes” na cabeça, que temos logo de apontar, e somos seduzidos a utilizar logo esse exercício no treino seguinte.

Isto leva-me para outra preocupação que tem de se ter ao elaborar um microciclo: A escolha dos exercícios que vão compor e dar forma a esse microciclo tem de vir depois da definição do objectivo geral, e não o contrário, não podemos juntar exercícios que queremos experimentar e depois ir à procura de um objectivo para esses exercícios. Caso contrário, o objectivo final, a coerência e a continuidade vai ser posta em causa.
Tento sempre que possível que desde o aquecimento até ao ultimo exercício da unidade de treino (jogo sempre que possível) os exercícios tenham alguma continuidade. Por exemplo, se o principal tema dessa semana for coberturas ofensivas ou defensivas, é escolhido para aquecimento de pelo menos uma das sessões o jogo pré desportivo do bitoque rugby, pela sua riqueza no que diz respeito a estes princípios do ataque e da defesa, se por acaso na semana anterior utilizei um exercício com guarda linhas, nessa semana irei realizar uma progressão do mesmo exercício mas com a inclusão de uma cobertura defensiva, e durante o jogo, tendo como objectivo a pressão o mais perto possível da baliza adversária, apenas “deixar” que o portador da bola seja pressionado quando o jogador que o pressiona tem pelo menos 1 cobertura.

Passando ao passo seguinte: A concretização do plano.

Tendo em conta que o plano é isso mesmo, um plano. Deve ser seguido mas não de uma maneira rígida. Por exemplo quando chove muito, já sei que 2 ou 3 jogadores vão faltar, logo ensinar matéria nova nesse treino não é uma boa opção, pelo que adaptando o treino, utilizo nesse dia exercícios de consolidação da matéria anterior, que estando previstos no microciclo, não eram necessariamente para ser feitos nesse dia, mas dadas as circunstâncias é a opção mais acertada. Ou seja, o plano deve ser flexível!


Estando então traçadas as linhas gerais do que é um microciclo, vamos então contextualizá-lo com a realidade em que vivo.

Sendo treinador de Escolas A, tenho semanalmente a oportunidade de pôr o processo em avaliação, podendo dessa maneira ajustar o meu plano ao que vou verificando que os miúdos vão aprendendo.
Sendo que uma coisa é eles fazerem bem no treino, ao fim de 3 ou 4 repetições, outra coisa é realizar o pretendido em contexto de competição com todas as variáveis a trabalhar ao mesmo momento.

Desta forma, terminado o jogo, começa o processo de elaboração do microciclo seguinte, tendo em conta em primeiro lugar os objectivos finais, depois os objectivos intermédios, o que se fez no microciclo anterior e a avaliação feita durante o jogo.

Imaginemos que deixámos de treinar contenção porque verificámos que os jogadores já a realizavam de maneira satisfatória, mas neste jogo verificamos que a colocação dos apoios não era a melhor ou que os jogadores estavam a “ir à queima”, é então altura de rever os conceitos e de os praticar no treino, para que não só estes erros não se tornem um hábito difícil de “curar” mas também para consolidar, e para que os jogadores tenham ainda frescas as coisas na cabeça.

Dá trabalho, exige constante avaliação do trabalho que se faz, exige muito de nós, mas só assim é que os miúdos vão ter o acompanhamento que merecem, só assim que é eles vão evoluir, e só assim é que nos vamos tornando cada vez melhores treinadores.
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